Anúncios online: o que é proibido na publicidade na internet?

2 de setembro de 2019
PUBLICADO EM blog
2 de setembro de 2019 Marcelo Rama

Investir em anúncios online tornou-se imperativo para as empresas dos mais diversos portes. Isso acontece porque, com o crescimento do mundo digital, os clientes costumam pesquisar na internet as melhores opções de produtos e serviços para as suas necessidades.

Pensando nisso, é fundamental que a sua empresa também esteja nessas plataformas. Afinal, é preciso garantir que o cliente encontre o seu negócio, e não a concorrência, certo?

Mas, para não cometer erros e ter sua conta bloqueada, é preciso saber quais anúncios são proibidos e quais produtos têm restrição, fazendo assim um trabalho seguro e acertado.

Quer aprender sobre esse assunto? Continue a leitura.

Quais anúncios online são proibidos?

Apesar de serem plataformas muito permissivas, as redes sociais têm regras bem rigorosas com a criação de anúncios online.

O Facebook, por exemplo, tem uma série de assuntos restritos em seus anúncios, para evitar que os usuários tenham uma experiência ruim, tanto com temas polêmicos como com possíveis gatilhos.

Essas regras são otimizadas sempre que necessário, melhorando o processo de filtragem e aumentando a segurança para as empresas e para os usuários.

Sendo assim, não adianta insistir. Os anúncios relacionados a temas proibidos sempre serão reprovados. Acompanhe abaixo as particularidades de alguns casos.

Armas e produtos relacionados

Os anúncios de armas e itens relacionados, como munições e acessórios, são proibidos na plataforma do Facebook. Além disso, essa ferramenta também impede que esses produtos sejam vendidos no Marketplace ou através de grupos.

No entanto, existe uma exceção: o Facebook não proíbe anúncios a respeito de conteúdo sobre armas. Isso significa que é possível veicular materiais sobre o tema desde que eles não tenham como objetivo a venda.

Dessa forma, se você tem um blog sobre armamento e quer patrocinar um artigo a respeito desse assunto, é possível que seu anúncio seja aprovado.

Já no Google Adwords, as regras são semelhantes. No caso de armas, os anúncios não são veiculados, a não ser que sejam de acessórios que garantam a segurança, como travas de gatilho, travas de arma, entre outros.

Os clubes de tiro são permitidos em anúncios no Google Ads, mas proibidos no Facebook Ads.

Suplementos entendidos como “inseguros” ou produtos farmacêuticos

Anúncios de suplementos inseguros, como esteróides, hormônios de crescimento e remédios para emagrecer, são alguns dos exemplos proibidos no Facebook Ads.

Hoje, ainda não existe uma regra clara sobre quais são os produtos entendidos como “suplementos inseguros”. No entanto, os itens acima estão sempre na lista.

De modo geral, produtos farmacêuticos, mesmo os legais, não podem ser anunciados na plataforma.

Já no Google Ads, os produtos farmacêuticos só poderão ser anunciados se a empresa anunciante for certificada pelo Google, segmentando os países aprovados.

Para saber mais sobre países e substâncias, clique aqui.

Produtos e serviços adultos

O Facebook tem uma posição muito rigorosa a respeito de produtos e serviços de cunho sexual, proibindo a sua venda dentro da plataforma.

A única exceção trata de produtos que visam o controle de natalidade e a contracepção. Mas tome cuidado ao redigir tais anúncios, uma vez que não poderão ter nenhuma menção ou incitar a prática sexual.

Criptomoedas

As criptomoedas são uma tendência. Hoje, cada vez mais investidores, principalmente os mais jovens, estudam a possibilidade de investir nessa modalidade.

No entanto, com o grande crescimento de procura, surgiram também diversas tentativas de fraude, o que fez com que a plataforma começasse a banir os anúncios que dizem respeito à comercialização dessas moedas.

Essa foi uma das atualizações mais recentes na lista de proibições de anúncios online. Para que a sua empresa se mantenha ciente do que pode ou não ser anunciado, é fundamental acompanhar as mudanças das plataformas.

Produtos falsificados

O Google não permite o anúncio de produtos falsificados. Caso a empresa deseje vender produtos com um logotipo de marca registrada, mas com pequenas diferenças em relação ao modelo verdadeiro, a plataforma bane todo o material.

Produtos ou serviços perigosos

Para o Google, produtos e serviços perigosos são banidos. Por isso, drogas recreativas, substâncias psicoativas, armas, munições, explosivos e outros tipos de produtos que colocam em risco a saúde, a vida e o bem-estar dos usuários não são aprovados em campanhas de anúncios.

Comportamento desonesto

O Google também bloqueia anúncios que são caracterizados como comportamento desonesto. Nessa categoria, estão incluídos documentos falsificados, serviços que prometem aumentar artificialmente o tráfego do anúncio ou do site, serviços de falsificação acadêmica, violação de softwares etc.

Conteúdo inadequado

Além disso, a plataforma do Google Ads não permite que existam anúncios ou links de destino com conteúdos que promovam violência, ódio, discriminação e intolerância.

Nesse contexto, são bloqueados anúncios que incentivem bullying, crueldade com animais, imagens de cenas de crimes ou acidentes, comércio de espécies ameaçadas de extinção, autoagressão etc.

Quais produtos são restritos em anúncios nas redes sociais?

Além dos anúncios proibidos, existem também alguns produtos que são restritos em anúncios online.

Alguns deles podem exigir uma autorização por escrito da plataforma, além do cumprimento de normas mais rigorosas para sua veiculação.

Bebidas alcoólicas

As bebidas alcoólicas têm grande restrição. Para fazer um anúncio, é fundamental que você conheça as leis locais do país para o qual está anunciando, de forma a evitar algum problema legal.

Além disso, também é preciso atentar para a idade mínima para o consumo de bebidas alcoólicas no país escolhido. No Brasil, a idade estipulada é de 18 anos. Sendo assim, um dos cuidados mais importantes é segmentar os anúncios para os usuários que estão dentro dessa faixa etária.

Caso você esteja gerindo uma campanha para países onde o consumo de bebida alcoólica é proibido, os anúncios também serão barrados.

Serviços de encontro

Se você desenvolveu um aplicativo de encontros e quer criar anúncios online para ele, é preciso solicitar uma autorização expressa da plataforma onde pretende veiculá-los. Além disso, fique de olho em alguns detalhes importantes.

O primeiro, é que eles não devem encorajar a traição. Dessa forma, quando for definir o público-alvo, é preciso garantir que serão pessoas com o status de relacionamento definido como solteiro ou não especificado.

Tenha, também, cuidado com o tipo de conteúdo: textos ou imagens de cunho sexual não são aceitos.

Jogos de azar

Os jogos de azar, como rifas, loterias, sorteios e leilões que cobrem por lance, têm restrições.

Se você tem uma plataforma com esse tipo de produto e quer fazer anúncios dentro da plataforma do Facebook, por exemplo, precisa ter muito cuidado: o conteúdo só pode ser veiculado para atingir um público com idade mínima de 18 anos, e em países onde esses jogos sejam autorizados.

Como no Brasil os jogos de azar são ilegais, os anúncios são proibidos em todo o território nacional.

Supondo que você deseje anunciar em Portugal, um país onde os jogos são legalizados, é preciso ter atenção com o conteúdo: a mensagem não pode dar a entender que eles são uma fonte de renda extra. Você também deve evitar aplicar símbolos monetários sem uma quantia específica, encorajar os usuários a agirem de forma irresponsável nas apostas, como comprometer as finanças, ou induzi-los ao vício.

E se eu trabalhar com esses produtos?

Em alguns casos, as ferramentas permitem que você realize os anúncios online, desde que tenha o devido cuidado na hora de divulgar o seu conteúdo.

Além disso, é preciso ficar de olho. Se você fez tudo certinho, mas algum anúncio da sua empresa foi banido pelas ferramentas, o problema pode não estar relacionado com o conteúdo em si, e sim com uma página de destino.

Quais são as regulamentações para os anúncios online?

Para pensar em uma campanha que não tenham problemas de proibição ou que chamem a atenção de maneira negativa, vale entender mais sobre os órgãos reguladores e como funcionam as sanções. No ambiente digital brasileiro, podemos citar o Conar e o Marco Civil da Internet.

Conar

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, ou Conar, é um grupo que recebe denúncias sobre campanhas publicitárias com conteúdo questionável. Embora não possa obrigar a propaganda a sair do ar, por não ter poder jurídico, trata-se de um órgão respeitado pelas empresas. Portanto, as decisões do Conar são acatadas.

Para isso, o Conselho conta com um código que estabelece o que é permitido e proibido na publicidade. Seus preceitos englobam não só a internet, como outros veículos como rádio, TV e impresso.

Entre essas normas, podemos citar:

  • os anúncios devem ser sempre identificados como tal; posts de blogs e de redes sociais precisam descrever claramente quando se trata de um conteúdo patrocinado (publipost) ou quando se trata de opinião do influenciador, sem nenhum tipo de apoio da marca;
  • anúncios de caráter imperativo voltado às crianças são proibidos;
  • é vetada a publicidade com informações que induzam a prática de atividades ilegais ou criminosas;
  • os anúncios devem respeitar a confiança do consumidor, sem explorar a falta de conhecimento;
  • a apresentação do produto deve ser fidedigna à realidade;
  • todo anúncio deve respeitar a dignidade e a intimidade das pessoas, do núcleo familiar, as instituições nacionais e as autoridades.

Sanções

Qualquer pessoa que se sentir desrespeitada pelo conteúdo de alguma propaganda, pode fazer uma denúncia ao Conar, que avaliará a peça. Caso constatado que realmente se trata de algo que fira as normas, a órgão pode tomar as seguintes ações:

  • advertência;
  • solicitação de alteração;
  • evitar a propagação do anúncio;
  • comunicar publicamente a posição do Conselho em relação ao anúncio ou à agência responsável.

Como citamos acima, o Conar não tem poder jurídico, mas um posicionamento negativo do órgão em relação ao conteúdo fere muito a imagem da empresa e dos responsáveis pelo anúncio.

Caso o consumidor ainda sinta que foi prejudicado ou ofendido pela propaganda, pode acionar a justiça ou procurar o Procon.

Marco Civil

O Marco Civil traz regulamentações à internet desde 2014, definindo direitos e deveres do usuário. Por meio da Lei n° 12965/14, traz diversos pontos importantes, com destaque para os princípios de neutralidade, privacidade e retirada de conteúdos ofensivos.

Entenda melhor cada um desses princípios

Neutralidade

Os provedores de internet devem garantir a mesma qualidade de acesso a todos, sem restringir a velocidade de acordo com o conteúdo acessado, origem ou destino do mesmo.

Dessa maneira, a legislação procura coibir ações abusivas praticadas pelas empresas de telefonia e provedores de internet. Essa determinação estimulou a competitividade entre os fornecedores.

Privacidade

A proteção de dados é uma preocupação constante, reforçada com a criação de LGPD. A coleta de dados por sites só pode ser feita de acordo com o consentimento expresso do usuário, e é totalmente vetada a transmissão dessas informações a terceiros. O sigilo de dados só pode ser quebrado caso ocorra um pedido da justiça.

Além de evitar consequências jurídicas, o cuidado com a privacidade também é um sinal de respeito com o seu público, passando a segurança necessária para que os consumidores adquiram o produto ou serviço.

Retirada de conteúdos ofensivos

O Marco Civil também regulamenta a retirada obrigatória de conteúdos que sejam ofensivos de qualquer plataforma da internet, sejam blogs, redes sociais ou sites, mediante determinação judicial.

Também é proibida a violação de intimidade das pessoas, realizada por meio do compartilhamento de mensagens, fotos ou vídeos.

Sanções

Por se tratar de uma legislação, o Marco Civil tem poder jurídico. Porém, ainda não há especificações sobre o órgão responsável pela fiscalização e como funcionam as autuações das empresas que desrespeitarem as normas.

Algo importante e que vem ocorrendo com frequência, é que as empresas não esperam mais ocorrer uma notificação oficial para retirar conteúdos ofensivos postados por usuários, embora elas não sejam responsáveis por esses atos.

Com a ajuda de um canal de comunicação e a participação das próprias pessoas que acessam o espaço, as denúncias são realizadas e o conteúdo ofensivo removido.

Como fazer bons anúncios da maneira correta?

Com algumas dicas, é possível pensar em anúncios pontuais e que não infrinjam nenhuma das regulamentações. Esse cuidado também é importante para evitar que a campanha seja retirada do ar, fazendo com que a empresa perca dinheiro.

Conheça alguns dos passos a serem tomados.

Tenha a certeza do que pode ser divulgado

Antes de publicar algo, avalie se o produto realmente pode ser divulgado, dos objetivos dessa divulgação, e se a linguagem está adequada. Ao surgir qualquer dúvida, pare e repense a campanha.

Embora seja mais trabalhoso e tome tempo, esse cuidado é importante para evitar uma exposição negativa, capaz de prejudicar a marca.

Passe segurança

Por mais que haja um esforço para uma boa campanha de divulgação, se a plataforma não apresentar uma estrutura que inspire confiança nos consumidores, os resultados serão bem limitados.

Mesmo que isso envolva um orçamento maior, é importante preparar um bom site, com layout agradável e boa navegabilidade.

Trabalhar com um domínio próprio também passa mais crédito, ainda mais com certificados que demonstrem a segurança da página. Caso trabalhe com e-commerce, invista em uma plataforma de mediação de pagamento conhecidas no mercado, e opte pelo check out transparente.

Invista o suficiente

Controlar o orçamento da empresa é importante, assim como ter um teto de gastos destinado aos anúncios. Mas, não cometa o erro de investir muito pouco em divulgação. É provável que os resultados também sejam limitados.

Vale a pena separar uma quantia considerável para que os anúncios tenham um bom alcance e consigam trazer um retorno consistente, que realmente amplie a cartela de clientes ou fortaleça a marca.

Conte com uma agência especializada

Trabalhar a publicidade na internet não é tarefa fácil. Para contar com as melhores estratégias e ter o orçamento aplicado da maneira correta, vale a pena contar com uma agência especializada no assunto.

Além de saber lidar com mídia paga, essas agências contam com um forte conhecimento sobre o que é permitido ou não na publicidade digital, e entendem qual a melhor abordagem, de acordo com o seu produto e público-alvo.

Trata-se de uma decisão inteligente, que evita perdas provocadas por campanhas mal planejadas ou anúncios que não trazem o retorno desejado.

É importante saber, também, que as ferramentas de anúncios online estão em constante atualização para oferecer melhores experiências para os anunciantes e público em geral. Por isso, sua empresa precisa ficar de olho nas tendências e descobrir quais são as alterações realizadas nos últimos meses.

Quer aprender mais sobre esse assunto e ficar em dia com as mudanças nos anúncios online? Curta a nossa página no Facebook, e acompanhe as nossas postagens sobre marketing e publicidade digital, entre outros assuntos que possam ajudar no crescimento da sua empresa!